domingo, 10 de março de 2013

FALAR MAL DE SARNEY

Por JM Cunha Santos

Acordamos descendentes amaldiçoados de Noé e choramos. E enquanto o governo voa em aeronaves alugadas a peso de ouro para todos os lados, chega a informação de que estão querendo proibir falar mal de Sarney. Ora, o único consolo que nos resta na vida é falar mal de Sarney. Sarney parece ser o único personagem brasileiro de quem todo mundo fala mal sem sentimento de culpa.

Mas falar mal de Sarney virou crime, é pecado, inclusive na Bíblia política de grande parte da oposição. Quem fala mal de Sarney, hoje, fala porque não tem o que fazer, não tem projeto, não pensa em melhores dias para o Maranhão e para o Brasil. Ficou difícil, se não há mais ninguém tão bom de se falar mal.

Não podemos mais dizer que a educação do Maranhão é um desastre por culpa de Sarney. Nunca mais poderemos afirmar que ele é o culpado pelo estado permanente de pobreza absoluta dos maranhenses. Se dissermos que os melhores projetos de Sarney & Companhia foram a Kao I, o Salangô e a Refinaria que fez de todos nós refinados imbecis, vamos ser crucificados; se jogarmos nele a culpa por aquele aeroporto de urubus desidratados seremos massacrados à direita e à esquerda do mundo; se o acusarmos pela demora na duplicação da BR-135, vamos acabar num desses helicópteros alugado pelo governo. E aí, é um desastre.

Viver no Maranhão sem falar mal de Sarney é o suprassumo do ostracismo. Aliás, há quem diga que falar mal de Sarney cura stress, nervosismo e depressão, faz bem à saúde. E querem, agora, os ‘oposicionistas’ que antes de falar mal de Sarney se prepare um programa de governo, um projeto para o futuro e uma porção de outras coisas que ninguém sabe fazer. Ficou mais difícil ainda.

Tenha dó! Falar mal de Sarney é a única coisa que dá status aos empobrecidos do Maranhão. Falar mal de Sarney é uma Ciência, talvez a única em que quase todos os maranhenses são pós-graduados. Que saco!

5 comentários:

Anônimo disse...

A imunidade dele veio quando se associou com o pernóstico Lula e, por consequência, acontece com os dois a mesma coisa, ou seja, nada.

Anônimo disse...

Esse texto chega a ser patético, deve ser mais um que mama descaradamente no seio da família Sarney, é por que os índices de educação, saúde e segurança são referência nacional de boa gestão e então se os governantes desse dignissíma e nobre família não for responsável, quem será? Noé?

Josué Almeida Moura disse...

Ou o anônimo é muito burro ou não leu o texto que de maneira nenhuma é elogioso ao senador Sarney. Aff! tem cada uma!

Marana Mourão disse...

Acho que é mesmo burro.

Marana Mourão disse...

É burro mesmo.